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    BEM ESTAR

    Dr. Eliphas Levi faz atendimento médico a distância e já passou de 2 mil pacientes

    Redação NextMag23/08/202600
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    Dr. Eliphas Levi, de terno, aponta para um laudo de composição corporal exibido em tablet sobre a mesa do consultório
    A leitura do exame acontece junto com o paciente, no mesmo encontro em que o plano de cuidado é ajustado
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    O atendimento médico a distância virou rotina de acompanhamento no Brasil, e não apenas um recurso de urgência. O médico Eliphas Levi Assumpção Egg Gomes, que atua com medicina personalizada em Resende Costa, no interior de Minas Gerais, soma mais de duas mil pessoas atendidas. O número vem de levantamento operacional próprio e autodeclarado.

    O que muda quando o acompanhamento médico acontece a distância?

    A teleconsulta funciona como ato complementar, e a consulta presencial segue como padrão de referência do cuidado.

    O desenho vem da resolução do Conselho Federal de Medicina, o CFM, que trata o encontro presencial como padrão ouro de referência e coloca a telemedicina como ato complementar, e o mesmo texto assegura ao médico a autonomia de indicar o atendimento presencial sempre que entender necessário para conduzir o caso.

    O Ministério da Saúde descreve a telessaúde como estratégia assistencial que complementa o cuidado presencial e amplia o acesso, inclusive para quem mora longe dos grandes centros.

    Para quem faz atendimento médico a distância em tratamento continuado, a diferença prática não está na tela. Ela está no que cada encontro consegue produzir. A conversa clínica, a leitura de exames e o ajuste de conduta cabem bem na consulta médica online.

    O exame físico completo, quando a queixa pede toque, ausculta ou inspeção detalhada, é outra história. Nesse ponto, o modelo remoto encontra o seu limite e devolve o paciente à unidade.

    Como um médico do interior de Minas acompanha pacientes de outros estados?

    Uma unidade só, com três salas, sustenta o acompanhamento remoto de pacientes que moram em outros estados e países.

    Eliphas Levi descreve em levantamento operacional próprio e autodeclarado uma operação concentrada em Resende Costa, no interior de Minas Gerais, com salas de atendimento médico multiprofissional, estética e soroterapia, e afirma acompanhar por atendimento médico a distância pessoas que vivem em outros estados e em outros países.

    Os números que ele informa, sem auditoria externa, descrevem o alcance do modelo:

    Indicador operacionalVolume declarado
    Pessoas atendidasmais de 2 mil
    Pacientes ativos em acompanhamentomais de 150
    Implantes hormonais por anomais de 30
    Unidade física1 unidade com 3 salas
    • Mais de 2 mil pessoas atendidas, segundo levantamento operacional próprio.
    • Mais de 150 pacientes ativos em acompanhamento continuado.
    • Mais de 30 implantes hormonais realizados por ano na unidade.
    • 1 unidade com 3 salas: atendimento médico multiprofissional, estética e soroterapia.

    O dado interessa menos pelo tamanho e mais pelo que ele revela.

    O acompanhamento remoto deixou de ser exclusividade das capitais e virou infraestrutura de rotina também no interior, com a mesma régua regulatória valendo para todo mundo.

    O que pode ser resolvido por consulta online e o que exige avaliação presencial?

    A régua não é o assunto da consulta, e sim o que o médico precisa examinar para decidir a conduta.

    A resolução do Conselho Federal de Medicina registra que o exame físico completo pode exigir a presença do paciente, e deixa a decisão com o médico assistente, que pode indicar o encontro presencial em qualquer momento do acompanhamento, mesmo quando a teleconsulta vinha dando conta do caso até ali.

    Procedimentos presenciais oferecidos por ele, como a soroterapia personalizada, seguem exigindo avaliação e execução dentro da unidade, com o paciente no local e sob acompanhamento da equipe.

    Situações que costumam devolver o paciente ao consultório:

    • Exame físico completo, quando a queixa pede toque, ausculta ou inspeção detalhada.
    • Procedimentos executados na unidade, como aplicações, coletas e curativos.
    • Quadros novos ou agudos, que o médico prefere examinar pessoalmente.
    • Momentos em que o médico assistente entende que a presença muda a conduta.

    Nenhum desses pontos depende do que o paciente prefere. A leitura é clínica, e a regulamentação nacional deixa isso explícito ao preservar a autonomia de quem assina o atendimento.

    De quanto em quanto tempo quem faz tratamento longo precisa de consulta presencial?

    Em doença crônica ou acompanhamento de longo prazo, a norma fixa um intervalo máximo entre consultas presenciais.

    O Conselho Federal de Medicina determina que doenças crônicas ou que exigem acompanhamento por longo tempo tenham consulta presencial com o médico assistente em intervalos não superiores a cento e oitenta dias, o que na prática significa pelo menos um encontro presencial a cada seis meses de tratamento.

    • Intervalo máximo entre consultas presenciais no acompanhamento longo: 180 dias.
    • Equivalência prática para o paciente: 1 encontro presencial a cada 6 meses.
    • Responsável pela indicação: o médico assistente que conduz o caso.

    O intervalo funciona como piso de segurança, não como meta.

    Quem faz tratamento hormonal, metabólico ou qualquer terapia continuada pode precisar de encontros presenciais mais frequentes, e essa contagem é do médico, não do calendário do paciente.

    O que o paciente precisa ter em mãos antes da consulta a distância?

    A qualidade do atendimento médico a distância depende bastante do que o paciente consegue mostrar na hora.

    Ter os exames recentes abertos, a lista dos medicamentos em uso com dose e horário, o registro dos sintomas anotado por escrito e um ambiente reservado com boa conexão muda o rendimento do encontro, porque o médico perde menos tempo reconstruindo o histórico e sobra mais espaço para a conversa clínica.

    Vale preparar antes de entrar na chamada:

    • Exames laboratoriais e de imagem mais recentes, em arquivo digital ou impressos.
    • Lista de medicamentos e suplementos em uso, com dose e horário de cada um.
    • Registro dos sintomas: quando começaram, com que frequência aparecem, o que melhora e o que piora.
    • Documento com foto e o histórico das consultas anteriores do mesmo tratamento.
    • Termo de consentimento livre e esclarecido lido com atenção antes do atendimento.

    O consentimento não é formalidade burocrática. Ele descreve o que o atendimento remoto cobre, o que ele não cobre e como os dados do paciente serão tratados.

    Como ficam o consentimento, o prontuário e o sigilo no atendimento remoto?

    Consentimento, prontuário e sigilo são obrigação de quem atende, e não diferencial de serviço a ser anunciado.

    A regulamentação nacional exige o termo de consentimento livre e esclarecido antes do atendimento remoto, mantém o registro de cada consulta em prontuário sob guarda do médico ou da clínica e estende ao ambiente digital o mesmo sigilo médico que vale no consultório, seguindo as regras brasileiras de proteção de dados pessoais.

    A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) classifica informação de saúde como dado sensível, com nível reforçado de cuidado no armazenamento e no compartilhamento. Prontuário eletrônico, plataforma de vídeo e troca de mensagens entram nessa mesma conta.

    O paciente consegue checar isso com perguntas simples.

    Quem guarda o prontuário, por quanto tempo, como o registro da consulta é acessado depois e qual plataforma hospeda o atendimento são informações que o serviço deve saber responder.

    Acompanhamento remoto ou presencial: qual modelo serve a cada momento do tratamento?

    A escolha não é permanente, porque o mesmo tratamento alterna consultas remotas e presenciais conforme a etapa.

    O desenho regulatório evita jogar essa decisão no colo do paciente, porque atribui ao médico assistente a leitura do caso, e ao paciente cabe saber o que perguntar, quando cobrar o encontro presencial e o que levar para que a consulta a distância renda de verdade.

    Etapa do cuidadoCostuma seguir a distânciaCostuma exigir presença
    Primeira leitura da queixaSim, com histórico e exames em mãosQuando o quadro é agudo
    Leitura de resultados de examesSimRaramente
    Ajuste de dose e condutaSimQuando há sinal clínico novo
    Exame físico completoNãoSim
    Procedimentos na unidadeNãoSim
    Revisão de tratamento continuadoSim, entre os encontros presenciaisA cada 180 dias, no máximo

    O atendimento médico a distância funciona melhor quando o paciente sabe exatamente onde ele termina.

    Essa fronteira está escrita pelo regulador, não pelo serviço contratado, e conhecer a régua é o que separa o acompanhamento remoto bem conduzido da consulta que deveria ter sido presencial.

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